18 Outubro 2021
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Plástico nos oceanos e alterações climáticas: devemo-nos preocupar? Versão para impressão Enviar por E-mail
01  É estimado que cerca de 13 mil detritos de plásticos existem em cada Km2 de oceano. O que acontece quando estes se fragmentam em pequenas partículas, os microplásticos? Que efeitos negativos poderão advir da ingestão destes detritos? Será que as alterações climáticas também têm um efeito cumulativo no efeito destes detritos?

 A resposta a estas questões pretende ser respondida pelo Projeto GAME (Global Approach by Modular Experimentes) com o intuito de desenvolver projetos no âmbito da conservação dos ecossistemas marinhos. Este é projeto internacional iniciado pelo GEOMAR Helmholtz Centre for Ocean Research em Kiel, Alemanha, em parceria com institutos sediados em diversos partes do globo.  

Juntamente com a Indonésia, Japão, Chile e País de Gales, Portugal tem no Funchal o representante deste projeto.  Sabrina Schneider Covachã e Catarina Serra Gonçalves foram selecionadas para executar o projeto GAME em 2016 no Funchal, com a ajuda da equipa do Canning-Clode Marine Lab. Sabrina, de origem alemã e Catarina de origem portuguesa conheceram-se em março, altura em que o projeto tem início e onde se começa a delinear o projeto em conjunto com os alunos selecionados para os restantes países.

A experiência deste ano tem em foco dois dos temas mais atuais e de preocupação mais emergente em termos de conservação: os microplásticos e as alterações climáticas. O projeto de 2016 tem assim como tema “Interactive effects of microplastic particles and heat stress on benthic filter feeders”. Para este efeito, durante 12 semanas, Catarina trabalha com uma espécie invasora de anémona Aiptasia diaphana enquanto Sabrina trabalha com uma espécie nativa de craca Megabalanus azoricus. Ambas querem perceber até que ponto os microplásticos estão a afetar as espécies escolhidas e de que forma, bem como se existe uma interação deste efeito com o aumento da temperatura.

Para este efeito, estão a colocar os organismos em estudo sob o efeito de 3 temperaturas diferentes conjuntamente à exposição permanente a 4 concentrações diferentes de microplásticos.

Esta foi uma experiência bastante enriquecedora para ambas, onde aprenderam imenso com a equipa do Canning-Clode Marine Lab (João Canning-Clode, Patrício Ramalhosa, Ignacio Gestoso), bem como com todo o staff da Estação de Biologia  Marinha do Funchal.

Nos próximos meses ambas voltam a Kiel para analisar os dados e comparar os resultados com os das restantes equipas. O projeto continua e as saudades da Madeira começam.

 

 

Galeria de Fotos

 

 

(Fotos e Texto de: Sabrina Schneider Covachã e Catarina Serra Gonçalves /MARE)

 
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