25 Outubro 2021
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Museu de História Natural do Funchal mostra a espécie Osga-moura ou Osga-comum -Tarentola mauritanica Linnaeus, 1758 Versão para impressão Enviar por E-mail
 01 O Museu tem apresentado algumas espécies de animais que se destacam pela sua curiosidade, quer pelos seus hábitos, quer pela sua raridade. Desta vez, é a Tarentola mauritanica Linnaeus, 1758 (osga-comum).  Logo à entrada do Museu é possível encontrar exemplares vivos desta espécie, permitindo a observação de comportamentos de e entre indivíduos desta espécie.

A osga-comum é um réptil da família Gekkonidae, de tamanho médio, atingindo cerca de 8,5 cm. Tem um aspeto achatado, com uma grande cabeça bem destacada do corpo, com olhos grandes e redondos.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as osgas são inofensivas: não são venenosas nem provocam qualquer doença dermatológica.

A variação da coloração é muito grande, dependendo do estado fisiológico. Geralmente a parte dorsal é esbranquiçada ou acinzentada e com tons de castanho, podendo observar-se bandas transversais claras e escuras. O ventre é esbranquiçado, por vezes com tons cremes, amarelos ou cinzentos.

Os machos atingem maior tamanho e peso que as fêmeas. Nestas, as unhas dos dedos são retrácteis. Os juvenis são geralmente mais pálidos que os adultos e possuem bandas transversais mais contrastantes.

As osgas são muito benéficas pois alimentam-se de vários insetos (incluindo moscas e mosquitos) e de aranhas, contribuindo para o controlo destas espécies. Gostam de viver em zonas rochosas, aparecendo também em zonas urbanas, principalmente em muros, habitações velhas ou troncos apodrecidos.

É nativa da Algéria, Croácia, Egito, França, Grécia, Itália, Líbia, Marrocos, Eslovénia, Espanha, Tunísia, Saara Ocidental e Portugal. É introduzida na Argentina, Estados Unidos e Uruguai; no arquipélago da Madeira, está presente nas ilhas da Madeira e Porto Santo.

Normalmente existem duas épocas de reprodução, uma de março a abril e outra de junho a julho. Durante estas épocas pode observar-se um comportamento territorial mais marcado. Cada postura é, em média, constituída por 2 ovos brancos de casca dura, que são depositados em fendas ou debaixo de pedras. Por vezes, várias fêmeas colocam os ovos no mesmo local. A incubação pode durar entre 40 e 120 dias. Em liberdade pode viver até aos 4 anos, mas em cativeiro pode atingir os 9 anos.

 

Galeria de Fotos

 

 

 

 

(Fotos de: Ricardo Araújo, Ysabel Gonçalves e Marina Pinto /DCRN; Texto de: Ysabel Gonçalves)

 

 
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