18 Outubro 2021
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Diretor do Departamento de Ciência torna a explorar o fundo do mar… Versão para impressão Enviar por E-mail
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No passado dia 21 de setembro, o Diretor do Departamento de Ciência e Recursos Naturais da Câmara Municipal do Funchal voltou a visitar, em mergulho com escafandro autónomo, os fundos submarinos da Madeira.

Acompanhado por investigadores do CIIMAR-Madeira, durante cerca de 65 minutos, o Dr. Manuel Biscoito teve oportunidade de ver em primeira mão o estado de alguns ecossistemas marinhos da região.

Historial de mergulho de Manuel Biscoito

Manuel Biscoito começou a mergulhar em 1978, tendo sido o primeiro (e único) mergulhador a efectuar o seu exame de mergulho na Baía das Cagarras, na Selvagem Grande. Efetuou vários mergulhos em todas as ilhas do Arquipélago da Madeira, acompanhando cientistas como o Prof. Luiz Saldanha.

Entre 1991 e 1999 trocou o escafandro autónomo pelos submersíveis, tendo efectuado diversos mergulhos até aos 3000 m de profundidade com os submersíveis Johnson-Sea_Link e Nautile.

Por razões várias, nos últimos anos, afastou-se um pouco do mergulho, tendo recentemente regressado à prática do mergulho com escafandro autónomo...). Após alguns mergulhos de treino, para relembrar as técnicas e procedimentos essenciais, chegou a altura de acompanhar os investigadores do CIIMAR-Madeira num dos seus mergulhos para monitorizar os fundos da região.

Foram várias as alterações verificadas desde o seu último mergulho, nomeadamente ao nível dos efeitos causados pelas atividades humanas, como se pode ver pelas imagens abaixo.

A equipa de mergulhadores deslocou-se igualmente a uma zona onde até há alguns anos existiu uma “pradaria” de ervas marinhas (Cymodocea nodosa) e que servia de abrigo a várias espécies marinhas,  entre as quais os cavalos-marinhos. A área em questão foi colonizada nas últimas três semanas por uma alga verde filamentosa, que teve um pico de crescimento, aproveitando as condições favoráveis.

De igual forma, os mergulhadores puderam constatar a quantidade de sedimentos que se depositaram sobre os fundos marinhos, resultante das atividades humanas. Além de reduzirem a visibilidade e a transparência das nossas águas, estes sedimentos finos impedem a fixação e o crescimento de muitos organismos, contribuindo para o empobrecimento das comunidades marinhas da Madeira.

A monitorização dos fundos marinhos da Madeira está a ser feita por uma equipa de investigadores do Observatório Oceânico da Madeira, ao abrigo de um projecto ambicioso, que visa aumentar o conhecimento científico e a sua disseminação e contribuir para melhorar a tomada de decisões por parte das entidades governamentais da região.

 

 

Galeria de Fotos

 

 

 

 

 (Fotos de: direitos de autor "©" ; Texto de: Pedro Neves /Centro de Mergulho Científico do Ciimar-Madeira)

 

 

 
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