25 Outubro 2021
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Casa cheia na 1ª Noite Aberta da Estação de Biologia Marinha de 2017 Versão para impressão Enviar por E-mail
10  O evento “noites abertas” da Estação de Biologia Marinha, que ocorre no último sábado dos 3 meses de verão, teve a sua primeira sessão  de 2017  no dia 29 de julho. A sessão foi subordinada ao tema “O Observatório Oceânico da Madeira (OOM) e a Biodiversidade Marinha da Madeira” e teve como oradores convidados Rui Caldeira (diretor do OOM), Cláudia Ribeiro, Pedro Neves e Andreia Braga Henriques (MBeLab/OOM - Estação de Biologia Marinha do Funchal).

Após uma breve introdução sobre a Estação de Biologia Marinha e ao tema da noite aberta por parte de Manuel Biscoito, Conservador de Vertebrados do Museu de História Natural do Funchal, seguiu-se a intervenção de Rui Caldeira, diretor do OOM, que apresentou o Observatório Oceânico da Madeira e os projetos em curso.

Em seguida, os investigadores do Laboratório de Biologia Marinha, Ecologia e Conservação da Madeira (MBeLab) Cláudia Ribeiro e Pedro Neves evidenciaram o trabalho realizado no Programa de Monitorização Marinha da Madeira - Muraena e no Programa de Monitorização do Recife Artificial Corveta Pereira D’Eça na Ilha do Porto Santo.

Um outro aspeto importante salientado pelos investigadores foi a elaboração dos primeiros mapas dos habitats costeiros da Madeira, cuja versão preliminar foi apresentada por Pedro Neves.

Com o objetivo de dar seguimento ao programa de monitorização da Corveta NRP Pereira D’Eça  (CORDECA) decorreram 3 campanhas de monitorização subaquática na ilha do Porto Santo, em junho 2016 (pré-afundamento), novembro 2016 e junho 2017 (pós-afundamento), levadas a cabo por 6 investigadores de instituições científicas da Região Autónoma da Madeira (CIIMAR-Madeira, Observatório Oceânico da Madeira, Câmara Municipal do Funchal - Estação de Biologia Marinha e Universidade da Madeira). Na CORDECA somando todo o esforço de amostragem até agora realizado, foram já identificadas  24 espécies de peixes, 14 taxa de macrofauna e várias espécies de algas associadas ao novo recife artificial.

A Corveta Pereira D’Eça foi afundada no dia 13/07/2016 na costa sul do Porto Santo, com o intuito de fomentar o turismo subaquático na ilha e aumentar a biodiversidade naquele local.

Finalizando as apresentações, a investigadora Andreia Braga Henriques, especialista em corais de águas frias (também conhecidos como corais de profundidade), revelou a presença de um número considerável destes organismos na Madeira. Foi nesse âmbito que destacou a importância de futuras missões científicas, como a campanha científica OOM/IH-2017 que está já a decorrer na ilha da Madeira em parceria com o Instituto Hidrográfico e que se prolonga até ao final de agosto. Vários cientistas a bordo do navio de investigação “N.R.P. Auriga” utilizarão dragas “Smith-McIntyre” para recolha de organismos vivos e sedimentos. As amostras recolhidas serão depositadas no Museu de História Natural do Funchal, contribuindo assim para aumentar o nosso conhecimento sobre a biodiversidade marinha da Madeira e potenciar a descoberta de novas espécies para a ciência em fundos marinhos pouco estudados.

As próximas noites abertas decorrem a:

  •  26 de Agosto com o tema “Águas vivas na Madeira” (Projetos Gelavista e Gojelly);
  • -23 de Setembro com o tema “Mariscos da Madeira” (Projeto Mariscomac).

As inscrições são gratuitas e poderá fazê-las na Estação de Biologia Marinha do Funchal, pelo telefone 291 700 360 ou por Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

 

Galeria de Fotos

 

 

 


(Fotos de: Luísa Costa /DCRN; Texto de: Pedro Neves, Claúdia Ribeiro e Andreia Braga Henriques /MBeLab/OOM/Ciimar-Madeira)

 
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