25 Outubro 2021
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Noite Aberta na Estação de Biologia Marinha dedicada às Águas Vivas Versão para impressão Enviar por E-mail
0  Mais de 60 pessoas assistiram, no passado dia 23 de setembro, à apresentação “Águas vivas – Projeto Gelavista” no âmbito das Noites abertas da Estação de Biologia Marinha do Funchal.


Há 10 anos que a Estação abre as suas portas ao público uma noite por mês durante o Verão, com o intuito de mostrar o que se faz aqui neste laboratório, tanto na componente da investigação como na componente da educação ambiental. No passado dia 23 de setembro, o tema foi “Águas vivas – Projeto Gelavista” e a convidada, a Dra. Antonina Santos (IPMA – Instituto Português do mar e da Atmosfera e coordenadora do projeto Gelavista)

As águas vivas, medusas ou alforrecas como o nome indica, são todos os organismos pelágicos com aspeto semelhante a “gelatina”.

As águas vivas são animais marinhos muito apreciados pelas tartarugas marinhas, que possuem células muito especializadas chamadas cnidocistos, principalmente concentradas ao longo dos seus tentáculos, que são capazes de injetar um veneno para defesa e para capturar presas.

Arrastadas pelas correntes e sem grande capacidade de locomoção, as alforrecas podem, em contacto com as pessoas, provocar queimaduras com os seus tentáculos, causando por vezes lesões graves e bem visíveis.

A maioria dos contactos acidentais com águas vivas ocorre durante a natação no mar ou quando estas encalham em praias na costa.

O GelAvista é o programa de ciência cidadã do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), responsável pela monitorização de organismos gelatinosos na costa Portuguesa.

Um programa que pretende envolver a população em geral para a recolha de informação sobre o avistamento de organismos de aspeto gelatinoso nas praias, marinas, em atividades de mergulho ou náuticas, ou ainda desde embarcações.

Foi também recentemente lançada a aplicação GelAvista para telemóvel e tablet, que pode ser descarregada na playstore. Uma ferramenta que visa facilitar o envio de avistamentos de organismos gelatinosos a todos os observadores GelAvista.

Após um ano e meio de existência, mais de 110 observadores voluntários comunicaram cerca de 530 avistamentos ao longo de toda a costa portuguesa, como também nos Açores e Madeira e devido ao interesse mostrado em relação a avistamentos em todo o território português, não cingindo a área apenas ao território continental, oficializa-se assim a extensão do programa à Madeira.

A nível regional as responsáveis são Sofia Vieira, dos Assuntos do Mar da Direção Regional de Ordenamento do Território e Ambiente e Mafalda Freitas, da Estação de Biologia Marinha do Funchal.

 

Galeria de Fotos

 

 

 

 

 (Fotos de: direitos de autor "©" ; Texto de: Mafalda Freitas /DCRN)

 
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