20 Outubro 2021
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Expedição ornitológica ao Bugio, Ilhas Desertas Versão para impressão Enviar por E-mail

Anilhagem de uma aveDecorreu entre os dias 16 e 18 de Outubro uma missão científica à Ilha do Bugio, a segunda maior das Ilhas Desertas, com vista a prosseguir os estudos da Freira do Bugio.

Esta expedição foi organizada pelo Museu de História Natural do Funchal e chefiada pelo Dr. Francis Zino, investigador associado do Museu. Insere-se nos trabalhos que aquele ornitólogo vem desenvolvendo ao longo dos anos, numa colaboração estreita entre a associação FCP – Projecto de Conservação da Freira e o Museu. Participaram ainda nesta missão, Elizabeth Zino, Filipe Henriques e Sérgio Castro, este último um jovem biólogo colaborador da Estação de Biologia Marinha do Funchal. O Serviço do Parque Natural da Madeira, entidade gestora da área protegida, fez-se representar pela Drª. Nádia Coelho e pelo Vigilante da Natureza João Gomes, cuja colaboração foi muito importante para o sucesso da missão.

O objectivo principal desta deslocação ao Bugio foi a colocação de dois equipamentos electrónicos destinados a monitorizar dois ninhos de Freira do Bugio, Pterodroma deserta. São equipamentos que têm a particularidade de serem autónomos, pois possuem baterias recarregáveis a energia solar. Estes equipamentos, montados com sensores à entrada dos ninhos, entre outros dados, permitirão por exemplo saber quando e quantas vezes que é os adultos se ausentam dos ninhos e quando é que os juvenis abandonam o ninho. Os adultos e juvenis do respectivo ninho foram capturados e anilhados com pequenos chips identificativos designados tecnicamente por "pit tags". Para além da anilhagem com os "pit tags" e anilhas normais, também foram recolhidos dados biométricos e amostras de sangue para posterior análise de DNA.

Os equipamentos agora colocados foram adquiridos no Reino Unido pela associação FCP e a sua montagem foi efectuada na Madeira, com a colaboração do Sr. Nuno Mendes Moreira, cujo envolvimento em trabalhos desta natureza ocorre há mais de 20 anos.

O transporte das pessoas e do equipamento para o Bugio foi assegurado pela Força Aérea Portuguesa, através do helicóptero EH-101 Merlin, cuja colaboração foi indispensável para poder aceder ao planalto principal da bastante íngreme Ilha do Bugio.

Estão previstas novas deslocações a este local a fim de verificar o bom funcionamento dos equipamentos e descarregar os dados que venham a ser registados.

 

Newsletter da Ciência nr. 43 - Novembro 2010

 

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