25 Outubro 2021
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Campanha na Madeira do projecto LAUMACAT Versão para impressão Enviar por E-mail
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Entre 5 de Julho e 9 de Julho um grupo de investigadores esteve na Madeira no âmbito do projecto LAUMACAT – “Diversidade e relações filogenéticas de algas marinhas bentónicas com potencial farmacológico: o complexo Laurencia (Rhodophyta) nas costas do Atlântico tropical e subtropical. Fase II”. Este projecto é financiado pelo Ministério de Ciência e Inovação do Governo de Espanha.

O Museu de História Natural do Funchal é um dos onze parceiros que participa neste projecto. O objectivo da campanha na Madeira foi recolher macroalgas da zona intertidal, com especial atenção às algas do género Laurencia e Osmundea.
O grupo que visitou a Madeira foi constituído por: Dra. Ana Neto (CIIMAR e Universidade dos Açores); Dra. María Machín (Universidade de La Laguna, Canárias); Dra. Mutue Toyota (Instituto de Botânica, Brasil); Dr. Abel Sentíes (Universidade Autónoma Metropolitana-Iztapalapa, México); Dra. Valéria Cassano (Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil) e Dra. Eunice Xavier (Universidade dos Açores).

O Departamento de Ciência através da Estação de Biologia Marinha do Funchal e do Museu de História Natural prestou todo o apoio logístico para o bom decurso da campanha. Os biólogos participantes ficaram alojados na residência da Estação de Biologia Marinha e a triagem do material colhido foi realizada no Laboratório Húmido da Estação. Também foi facultado todo o material disponível e um dos biólogos do Museu de História Natural do Funchal acompanhou todos os trabalhos desta campanha.

Foram escolhidos os locais de amostragem na costa norte e sul da Ilha da Madeira de acordo com as condições meteorológicas. Para maior eficiência nos trabalhos a equipa foi dividida em dois grupos. Desta forma, foi possível num só dia actuar em dois locais. Foram amostradas zonas de escoada em: São Jorge, Porto da Cruz, Seixal, Porto Moniz, Reis Magos e Caniçal.

O trabalho de campo começou uma hora antes da respectiva hora de maré baixa e realizou-se recolha qualitativa e selectiva de algas. O complexo de Laurencia foi encontrado com mais abundância nos locais do norte da ilha, assim como, foi aí que se encontrou mais diversidade de algas.

No laboratório procedeu-se à triagem dos exemplares colhidos. As algas do género Laurencia foram conservadas em sílica granulada para posterior análise biomolecular e também em formol. Ainda, foram feitos cortes das suas estruturas anatómicas para observação ao microscópio. As restantes algas colhidas foram identificadas e prensadas. Uma das prensas foi encaminhada para o Herbário do Museu de História Natural do Funchal onde foi depositado todo o material colhido e identificado.

O balanço final da campanha foi positivo apesar das condições meteorológicas não terem sido as ideais.

 

Galeria de Fotos

 

 (Fotos de: Helena Encarnação/ DCI)

 
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