25 Outubro 2021
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Encontros no Naval - Manuel Biscoito aponta riquezas da Plataforma Continental Portuguesa Versão para impressão Enviar por E-mail
fig1 No âmbito do programa 60 anos, 60 eventos, de comemoração do 60.º aniversário do Clube Naval do Funchal, e à semelhança de todos os primeiros sábados de cada mês, realizou-se mais um dos Encontros no Naval. Desta feita, cerca de 25 pessoas reuniram-se para ouvir Manuel Biscoito, Biólogo e Diretor do Departamento de Ciência da Câmara Municipal do Funchal, falar do Mar Português.

Não se tratou de falar dos Descobrimentos, mas sim da Plataforma Continental portuguesa, que compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas, numa extensão de 200 milhas marítimas, algo distinto da Zona Económica Exclusiva. Portugal propôs à Comissão de Limites da Plataforma Continental um aumento da área que, a ser aprovado, crescerá para os 3,4 milhões de Km2, o equivalente a 40 vezes a área terrestre! «90% desta área está a mais de mil metros de profundidade», especificou Manuel Biscoito, historiando o estudo do mar profundo, destacando o papel de vários portugueses, entre os quais os pescadores madeirenses do peixe espada preto, bem como o Rei D. Carlos ou o Príncipe Alberto I do Mónaco.

Segundo o Biólogo, a exploração dos recursos existentes no mar profundo português, com os naturais cuidados ambientais e de proteção dos próprios recursos, poderá revelar-se muito importante. «Temos um património genético muito valioso, para além do comercial, com potencial ao nível de diversas áreas, como a biotecnologia ou a farmacêutica», referiu, apontando as riquezas minerais (confirmadas cientificamente dessa eventual futura Plataforma Continental portuguesa, como os sulfuretos polimetálicos, as crostas de cobalto e cádmio, o gás natural e até petróleo.

Manuel Biscoito espera que Portugal não se deixe ultrapassar nesta sua pretensão. «Na nossa História tivemos o Mapa Cor-de-Rosa, esperemos que não se repita neste caso. Temos de passar do potencial para a soberania efetiva e sua exploração, sem esquecer o estudo e a investigação, a prospeção dos minerais, a inventariação biológica, avaliação, conservação, bem como uma desburocratização e transparência. Além disso compete ao Estado a regulação e conceder à iniciativa privada a exploração.» Biscoito terminou com uma questão pertinente: «Será a Economia do Mar uma saída para a crise?»

Após este “Encontro no Naval”, realizou-se o LXIII Jantar “Malta do Calhau”, a tertúlia que reúne, de há vários anos a esta parte, amantes do mar e das atividades que nele têm lugar e onde o tema abordado por Manuel Biscoito continuou a ser debatido.

Galeria de Fotos

(Texto e fotos Sónia Camacho/CNF)

 
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