25 Outubro 2021
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Coleções Científicas do Museu de História Natural do Funchal - Crustáceos Decápodes Versão para impressão Enviar por E-mail
00 As coleções de estudo do Museu atingem atualmente mais de 47.500 registos, cuja importância principal é obter o maior conhecimento da fauna, flora e geologia do arquipélago madeirense, disponibilizando assim exemplares a todos os investigadores nacionais e estrangeiros para que estes possam desenvolver os seus trabalhos de investigação.

 O Museu, desde a sua criação evidenciou uma vertente regionalista, mostrando exclusivamente espécies capturadas no arquipélago da Madeira. No entanto, a importância que o Museu foi adquirindo através dos anos, fez com que para além das espécies capturadas no nosso arquipélago, foram sendo depositadas outras cujas capturas foram realizadas em outras áreas do Mundo.

Os crustáceos, tal como os insetos, pertencem ao Filo dos artrópodes e caracterizam-se por terem um corpo segmentado, com apêndices articulados e um exosqueleto quitinoso e rígido.

Os crustáceos decápodes, tal como o próprio nome indica, possuem cinco pares de patas locomotoras (pereiópodes) e durante vários anos foram divididos em dois grandes grupos: Natantia (Gambas e Camarões) – corpo em regra comprimido (achatado lateralmente) e com cinco pares de apêndices com funções natatórias (pleópodes) e Reptantia (Lagostas, Eremitas e Caranguejos) – corpo geralmente deprimido (achatado dorsoventralmente), estando alguns pleópodes ausentes e os existentes apresentando geralmente reduzidas dimensões, não desempenhando funções natatórias.

Em todo o planeta são conhecidas dentro do subfilo dos crustáceos cerca de 26.000 espécies, sendo a maioria marinhas. Dentro deste grande grupo as espécies pertencentes à Ordem DECAPODA são as que possuem maior número de representantes, cerca de 8.500 espécies, o que equivale a quase um terço de todas as espécies conhecidas de crustáceos.

As primeiras referências bibliográficas de que temos conhecimento sobre a ocorrência de decápodes para o arquipélago da Madeira, datam de 1823 aquando da visita do naturalista e viajante inglês, T. E. Bowdich (1825), que assinalou uma espécie de caranguejo eremita - Pagurus maculatus (sinónimo de Paguristes eremita).

Mais tarde, James Yate Johnson (1867) descreveu um novo género de camarão capturado na Madeira, dando-lhe o nome de Funchalia, em honra à nossa capital. Deste género são hoje conhecidas três espécies na área da Madeira.

O primeiro registo de um crustáceo decápode que existe na coleção do Museu é um exemplar de um caranguejo, Pisa armata (Latreille, 1803), capturado em 1893 e é proveniente da coleção do ex-Museu do Seminário.

Presentemente estão assinaladas para o arquipélago da Madeira 179 espécies de crustáceos decápodes, das quais existem exemplares de 136 nas coleções de referência do Museu de História Natural do Funchal. Para além destas estão depositadas nas coleções 78 exemplares de outras espécies que se encontram assinaladas para outras regiões, como por exemplo Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, etc. Presentemente as coleções do Museu têm cerca de 5.300 registos de crustáceos decápodes contendo exemplares de 214 espécies diferentes.

 

 Galeria de Fotos

 

 

(Texto de:  Ricardo Araújo /DCI; Fotos de: Ricardo Araújo e Helena Encarnação /DCI )

 
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