20 Outubro 2021
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14 anos da Estação de Biologia Marinha do Funchal Versão para impressão Enviar por E-mail
00  No dia 28 de setembro, dia em que comemorou o 14º aniversário, a Estação de Biologia Marinha do Funchal abriu as portas para a última noite aberta de 2013, sob o tema O Cais do Carvão -Passado e Presente: um breve olhar pela História.

 A Estação de Biologia Marinha do Funchal, abre as portas ao público desde 2007, nos meses de verão, com o intuito de mostrar o que se faz neste laboratório, tanto na componente da investigação como na componente da educação ambiental.

A última Noite Aberta, deste verão, decorreu sábado dia 28 de setembro sob o tema O Cais do Carvão -Passado e Presente: um breve olhar pela História pois para além da Estação de Biologia comemorar este ano 14 anos o Cais do Carvão completa 110 anos de existência.

A Noite Aberta teve início às 20h, como é hábito, com uma visita guiada às instalações da Estação de Biologia Marinha do Funchal, permitindo ao visitante conhecer as diferentes áreas de investigação aqui desenvolvidas, os laboratórios e a sala de coleções marinhas de estudo e referência do Museu de História Natural do Funchal que aqui estão depositadas.

Às 21h decorreram as palestras, iniciadas com a apresentação “As atividades da Estação de Biologia Marinha do Funchal” por Mafalda Freitas, Diretora da Estação. De seguida o Prof. Doutor Paulo Rodrigues, Universidade da Madeira, Doutorado em História Contemporânea de Portugal, especialista em História Política e das Instituições Contemporâneas, atualmente é Professor Auxiliar e Presidente do Centro de Competências de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira, apresentou O Cais do Carvão -Passado e Presente: um breve olhar pela História.
 
Construído no início do século XX (1903), o Cais do Carvão é uma infra-estrutura importante para a cidade do Funchal, que surge numa época em que o uso do carvão como combustível já se encontrava massificado por todas as marinhas (mercante e de guerra) do mundo ocidental. Nesta perspetiva, tratou-se apenas de uma evolução lógica, uma vez que na Madeira as primeiras grandes instalações para o abastecimento, armazenamento e comércio do carvão remontavam ao segundo quartel do século XIX, quando se deu o desenvolvimento da navegação a vapor no Atlântico.

Contudo, numa outra perspectiva - e aqui reside grande parte do nosso interesse - o Cais do Carvão também nos revela mais duas dimensões, ambas interessantes e até decisivas para a compreensão da sua existência, persistência, relevância e significado históricos na contemporaneidade madeirense:
- desde logo, aquela que podemos considerar como uma dimensão tecnológica e inovadora, pelo facto de ter sido o primeiro local do género a ser construído na Ilha e, ao mesmo tempo, por representar a inserção da Madeira num movimento de construções semelhantes, que desde a década de 80 do século XIX se estava a verificar em todo o Atlântico;
- depois, uma dimensão política, pelo facto de, indirectamente, também nos remeter para as relações de interesse em que se envolveram britânicos e germânicos, tendo a Madeira como pedra de toque.

Foi em torno destes três tópicos que cerca de 90 visitantes ouviram uma síntese sobre a História do Cais do Carvão, complexo edificado onde, desde 1999, se encontra em funcionamento a Estação de Biologia Marinha do Funchal. Fizemo-lo sempre com uma intenção: demonstrar a importância da História, ou seja, do estudo do Homem no tempo e no espaço, para a preservação e promoção da Memória. Porque um povo sem Memória não sabe que caminhos trilhar e deixa de ter razão para existir.

Galeria de Fotos

(Fotos de:  Luisa Costa e de Mafalda Freitas /DCI; Texto de: Mafalda Freitas /DCI e Prof. Doutor Paulo Rodrigues /UMA)

 
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