18 Outubro 2021
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Coleçoes Cientificas do Museu de História Natural do Funchal - CEFALÓPODES Versão para impressão Enviar por E-mail
 01 As coleções do Museu de História Natural do Funchal atingem mais de 47.000 registos, representando mais de 100.000 espécimes. Na Estação de Biologia Marinha do Funchal estão depositas as coleções marinhas que atingem os 38.000 registos. Uma das coleções marinhas existentes é a coleção de cefalópodes que tem cerca de 471 registos contendo 671 exemplares (incluindo bicos) pertencentes a 68 espécies diferentes.

O Museu de História Natural do Funchal foi inaugurado no dia 5 de outubro de 1933 e visa proporcionar ao visitante, de uma forma muito simples, o conhecimento da fauna, flora e geologia do Arquipélago da Madeira e promover o progresso do conhecimento da sua História Natural, quer através de investigação própria, quer através do apoio aos cientistas que nos visitam. As coleções do Museu incluem uma exposição permanente e coleções de referência com mais de 47.000 registos, representando mais de 100.000 espécimes oriundos do arquipélago da Madeira, em particular e da Macaronésia no geral.

Na Estação de Biologia Marinha do Funchal estão depositas as coleções marinhas que atingem os 38.000 registos, e para além de constituírem o património natural marinho da Madeira, visam disponibilizar os exemplares a todos os investigadores nacionais e estrangeiros que necessitem para os seus trabalhos. As coleções são visitáveis no Dia Aberto (ultima Segunda feira de cada mês) a alunos e público em geral.

Uma das coleções marinhas existentes é a coleção de cefalópodes. Os cefalópodes (Cephalopoda, do grego kephale, cabeça + pous, podos, pé) pertencem ao Filo Mollusca e são a classe de moluscos marinhos a que pertencem os polvos, as lulas e os chocos.

Ocorrem exclusivamente em habitats marinhos, desde águas superficiais até aos grandes fundos oceânicos (mais de 5.000 m de profundidade).

Os cefalópodes são animais de corpo mole, com uma cabeça bem desenvolvida rodeada por uma coroa de braços e tentáculos, que são uma modificação do pé dos moluscos. O corpo consiste num manto musculoso, uma cavidade do manto (com os órgãos internos) e barbatanas (quando presentes). Podem apresentar uma concha externa (ex. nautilus) ou interna (polvos, lulas e chocos). A maioria possui na pele numerosos cromatóforos (células de pigmento) e iridócitos (células iridescentes), proporcionando mudanças de cor e padrão, parte integrante do seu comportamento.
 
O primeiro registo de um cefalópode referido na bibliografia científica nos arredores da Madeira foi uma lula que Alcide d'Orbigny referiu como Loligopsis pavo Lesueur no livro “Histoire des céphalopodes acétabulifères (1835-1848)”. Mais tarde foi referido por Alphonse de Rochebrune (1884) e William Hoyle (1884) que d'Orbigny tinha confundido duas espécies sob o mesmo nome e o exemplar da Madeira (colhido com a Madeira à vista pelo naturalista e comerciante Francês Jean-Jacques Dussumier) foi estão redescrito sob o nome de Phasmatopsis cymoctypus. James Y. Johnson no Handbook of Madeira (1860) refere já a existência de 6 espécies de polvos, lulas e chocos na Madeira.

O primeiro registo de um cefalópode que existe na coleção do Museu é um exemplar de uma lula de profundidade Heteroteuthis dispar Rüppell, 1844 proveniente do estômago de um peixe espada preto da Praça do Peixe do mercado dos Lavradores.

Estimam-se que existam no mundo mais de 700 espécies e presentemente estão assinaladas para o arquipélago da Madeira 77 espécies de cefalópodes. Presentemente as coleções do Museu têm cerca de 471 registos de cefalópodes contendo 671 exemplares (incluindo bicos de cefalópodes) pertencentes a 68 espécies diferentes. Existem ainda 5 espécimes completos por identificar.

 

Galeria de Fotos

 

 

(Fotos e Texto de: Mafalda Freitas /DCI)

 

 
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