27 Outubro 2021
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Estação de Biologia Marinha recebe estudante espanhola do Mare Versão para impressão Enviar por E-mail
02  No âmbito do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, a Estação de Biologia Marinha do Funchal recebeu, de 15 a 30 de junho, Desirée Luna Fernández, estudante espanhola, para colaborar num estudo sobre a enguia-de-jardim na área do futuro Eco-Parque Marinho do Funchal.

 Para realizar o estudo “Abundance estimation of Heteroconger longissimus Günther, 1870 in the area of the marine Park of Funchal” - Determinação da abundância de Heteroconger longissimus Günther, 1870 na área do Eco-Parque Marinho do Funchal, realizaram-se mergulhos com escafandro na Ponta da Cruz e Baixa das Moreias, com o objetivo de cartografar as colónias de enguia-de-jardim e monitorizar a abundância da espécie na área do futuro Eco-Parque Marinho do Funchal.

O projeto é coordenado por Mafalda Freitas, diretora da Estação e conta com a colaboração de estudantes voluntários como foi o caso, no ano transato, de André Silva da Universidade do Algarve, e este ano de Desirée Luna Fernández, graduada em Ciências Marinhas pela Universidade de León e a fazer especialização em avaliação y seguimento ambiental de ecossistemas marinhos e costeiros pela Universitat Politécnica de Valéncia, Gandia (Espanha). Durante os dias de estágio na Estação, Desirée acompanhou os investigadores nos mergulhos científicos para estimação da abundância das enguias-de-jardim com recurso a contagem de quadrados.

As enguias-de-jardim são pequenos congros que formam colónias na areia perto da costa, e designam-se assim porque ao construírem galerias onde ficam parcialmente enterradas, durante o dia, causam a ilusão de que estamos a ver um jardim.

A enguia-de-jardim Heteroconger longissimus é uma espécie bentónica e sedentária característica das nossas águas, que pode atingir 50 cm de comprimento. O seu corpo tem uma forma cilíndrica, muito estreita e alongada, com focinho muito curto, boca pequena e lábios grossos, e apresenta uma coloração castanha com pequenas pontuações amarelas. Esta espécie forma colónias de muitos indivíduos em fundos de areia fina, entre os 11 e os 40 m de profundidade. Cada indivíduo ocupa uma galeria vertical e ondulada, construída com muco segregado pela pele, onde permanece, durante o dia, com quase metade do seu corpo de fora, com a cabeça virada contra a corrente para poder capturar pequenos organismos plantónicos. À noite a enguia-de-jardim recolhe-se na sua galeria, assim como quando sente a presença de predadores ou a aproximação dos mergulhadores. Quando necessita desloca-se horizontalmente dentro da areia, o que torna a sua captura ainda mais difícil (Biscoito, 2012).

 

Galeria de Fotos

 

 

 (Fotos de: Flávio Martins /DCRN, direitos de autor "©"; Texto de: Luisa Costa /DCRN)

 
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