Visita de estudo “Palmas, palmitos e palmeiras” Versão para impressão
sinopse Os alunos da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz participaram em março numa atividade educativa intitulada “Palmas, palmitos e palmeiras”.

Os alunos da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz participaram em março numa atividade educativa intitulada “Palmas, palmitos e palmeiras”.

Esta atividade didática desenvolveu-se graças a uma parceria entre o Museu de História Natural do Funchal e o Museu de Arte Sacra do Funchal. Os jovens e seus acompanhantes tiveram a oportunidade de aprender no Museu de História Natural aspetos biológicos, ecológicos e etnográficos relacionados com as palmeiras. No Museu de Arte Sacra aprenderam aspetos relacionados com a iconografia da representação da palmeira em algumas obras de cariz religioso e foi feito um enquadramento cultural no que diz respeito ao uso dos palmitos pela população na procissão de Domingo de Ramos. Esta procissão pretende, todos os anos, representar a entrada triunfal de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. Segundo narram os evangelhos, a população de Jerusalém recebeu-O com folhas de palmeira, cânticos e louvores. A folha de palmeira, na iconografia religiosa, representa, portanto, o sacrifício e a vitória da vida sobre a morte. Na cultura madeirense é mais habitual a população usar ramos de outras plantas nomeadamente aquelas com algum uso medicinal como sendo o alecrim, a laranjeira, a oliveira.  No entanto, e segundo as tradições de algumas localidades, o palmito depois de benzido no Domingo de Ramos é queimado e as cinzas usadas na Quarta-feira de Cinzas ou para acalmar os ventos fortes.

Numa perspetiva mais prática, os intervenientes na visita de estudo tiveram a oportunidade de observar uma demonstração de como se elabora um palmito, qual o sentido que possui na cultura madeirense, qual a matéria-prima e as técnicas utilizadas para a sua elaboração.

Galeria de Fotos

(Fotos de: Paulo Gomes/DCI)