“ Pradarias de ervas marinhas do Eco - Parque Marinho do Funchal” Versão para impressão
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O Museu de História Natural do Funchal disponibiliza o livro digital “ Pradarias de ervas marinhas do Eco - Parque Marinho do Funchal”

O livro digital “ Pradarias de ervas marinhas do Eco - Parque Marinho do Funchal” apresentado a 13 de março de 2014 no Museu de História Natural, pode já ser adquirido gratuitamente através do “itunes” . Da autoria de Ricardo Araújo, Juan Silva e Sara Ferreira, este livro digital fala sobre a pradaria de erva marinha existente no Eco - Parque Marinho do Funchal e a importância que este habitat representa para a biodiversidade marinha do litoral da ilha da Madeira.

Ao contrário das algas, as ervas marinhas são plantas portadoras de estruturas anatómicas complexas e órgãos bem estruturados e adaptados ao ambiente marinho: caules rizomatosos, folhas (adaptadas à dinâmica das correntes marinhas), flores (reprodução sexuada através da produção de frutos) e sementes (com flutuabilidade negativa). Pode também reproduzir-se de forma assexuada (crescimento vegetativo) através do crescimento horizontal do rizoma nascem novas plantas geneticamente iguais à planta-mãe (clonagem).

Das cerca de 66 espécies de ervas marinhas conhecidas, apenas foi assinalada até ao momento uma única espécie na ilha da Madeira, Cymodocea nodosa (Ucria) Ascherson, 1869. Para além da sua presença na Madeira, esta planta está também presente no mar Mediterrâneo, no sul da Península Ibérica (costa portuguesa e baía de Cádis, constitui o limite norte da distribuição de C. nodosa), ao longo da costa Atlântica-Africana (cujo limite sul situa-se no Senegal) e arquipélago das Canárias. A pradaria de Cymodocea nodosa integrada na área do Eco-Parque Marinho do Funchal localiza-se na Baía do Cais do Carvão entre os 11 e 16 m de profundidade.

As pradarias de ervas marinhas têm um papel importantíssimo no meio marinho, pois para além de contribuírem para a preservação de um bom estado ambiental de toda a biodiversidade do litoral são ainda importantes nos seguintes aspetos:

  •  geradoras de biomassa;
  •  produtoras de oxigénio;
  •  zonas de repouso noturno para diferentes espécies pelágicas;
  • áreas de refúgio, reprodução e criação;
  • excelente substrato para o estabelecimento de organismos epifíticos;
  • fonte de alimento;
  • melhoram a qualidade da água através da redução de nutrientes;
  • reduzem a quantidade de partículas em suspensão através da deposição dos sedimentos finos e sua estabilização;
  • ajudam para a dissipação da energia das ondas e correntes marinhas prevenindo a erosão costeira;
  • contribuem para a construção, proteção e conservação de praias e dunas.

 

Galeria de Fotos

 

 

( Fotos de: DCI  e Texto de: Sara Ferreira /DCI )